Cremos qu Jesus pode curar?

Angelus: “Cremos que Jesus pode curar?”
Seg, 29 de Junho de 2015

Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Francisco antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje apresenta a história da ressurreição de uma jovem de doze anos de idade, filha de um dos chefes da sinagoga, que cai aos pés de Jesus e lhe implora: “Minha filhinha está nas últimas; Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva” (Marcos 5,23). Nesta oração nós sentimos a preocupação de todos os pais pela vida e pelo bem de seus filhos. Mas também sentimos a grande fé que este homem tem em Jesus. E quando chega a notícia de que a menina está morta, Jesus diz: “Não temas, crê somente” (v 36). Nos dá coragem estas palavras de Jesus! Ele diz também a nós, tantas vezes: “Não temas, crê somente”. Ao entrar em casa, o Senhor manda embora todas as pessoas que choram e gritam, se dirige à jovem morta e diz: “Menina, eu te digo: levanta-te!” (V. 41). No mesmo instante, a menina se levantou e começou a andar. Aqui se vê o poder absoluto de Jesus sobre a morte física, que para Ele é como um sono do qual se pode despertar.

Nesta narração, o Evangelista insere outro episódio: a cura de uma mulher que há doze anos sofria de perda de sangue. Por causa desta doença que, de acordo com a cultura da época, a tornava “impura”, ela deveria evitar todo contato humano: pobrezinha, estava condenada a uma morte civil. Esta mulher anônima, em meio à multidão que segue Jesus, diz: “Se ao menos eu tocar suas roupas, serei salva” (v. 28). E assim acontece: a necessidade de ser libertada a impulsiona a ousar e a fé “rasga”, por assim dizer, de Jesus a cura. Quem crê “toca” em Jesus e obtém dele a graça que salva. A fé é isso: tocar Jesus e tirar-lhe a graça que salva. Nos salva, salva a nossa vida espiritual, nos salva de muitos problemas. Jesus percebe isso e, em meio à multidão, procura o rosto da mulher. Ela aproxima-se trêmula e Ele diz: “Minha filha, a tua fé te salvou” (v. 34). É a voz do Pai Celeste que fala em Jesus: “Filha, você não é amaldiçoada, você não é excluída, você é minha filha”. E cada vez que Jesus vem a nós, quando vamos a Ele com fé, nós ouvimos do Pai: “Filho, você é meu filho, você é minha filha! Você está curado, você está curada. Eu perdoo tudo e todos. Eu curo tudo e todos”.

Estes dois episódios – a cura e a ressurreição – têm um único centro: a fé. A mensagem é clara, e pode ser resumida em uma pergunta: cremos que Jesus pode curar e pode nos despertar da morte? Todo o Evangelho é escrito à luz desta fé: Jesus ressuscitou, ele venceu a morte, e por causa desta vitória também nós ressuscitaremos. Esta fé, que para os primeiros cristãos era segura, pode obscurecer-se e tornar-se incerta, a ponto de alguns confundirem ressurreição com reencarnação. A Palavra de Deus deste domingo nos convida a viver na certeza da ressurreição: Jesus é o Senhor, Jesus tem poder sobre o mal e sobre a morte, e quer nos levar para a casa do Pai, onde reina a vida. E lá nos encontraremos, todos nós que estamos aqui na Praça hoje, nos encontraremos na casa do Pai, na vida que Jesus nos dará.

A Ressurreição de Cristo age na história como princípio de renovação e de esperança. Quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver. Começar uma nova vida, mudar de vida é uma forma de ressurgir, de ressuscitar. A fé é uma força de vida, dá plenitude à nossa humanidade; e quem crê em Cristo, deve ser reconhecido por promover a vida em qualquer situação, por possibilitar a todos, especialmente aos mais vulneráveis, o amor de Deus que liberta e salva.

Peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, o dom de uma fé forte e corajosa, que nos impulsiona a ser difusores de esperança e de vida entre nossos irmãos.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs,

Saúdo todos vocês, romanos e peregrinos!

Saúdo em particular os participantes da manifestação “Uma terra, uma família humana”. Incentivo a colaboração entre pessoas de diferentes religiões e associações para a promoção de uma ecologia integral. Agradeço FOCSIV, OurVoices e outros organizadores e desejo um bom trabalho aos jovens de diferentes países que nestes dias debatem sobre o cuidado da casa comum.

Vejo tantas bandeiras bolivianas! Saúdo cordialmente aos grupos de bolivianos residentes na Itália, que trouxeram até aqui algumas imagens da Virgem mais representativas do seu país. Nossa Senhora de Urcupiña, Nossa Senhora de Copacabana, e tantas outras. Na próxima semana estarei com vocês na sua pátria. Que a Nossa Mãe do Céu os proteja. Saúdo também o grupo de jovens de Ibiza que se preparam para receber a Confirmação. Peço que rezem por mim.

Saúdo as mulheres escoteiras. Essas mulheres são tão corajosas, tão corajosas, e fazem tanto bem! São as mulheres escoteiras da Conferência Católica Internacional. Renovar-lhes o meu encorajamento. Merci beaucoup à vous!

Saúdo os fiéis de Novoli, o coral polifônico de Augusta, os jovens de algumas paróquias da diocese de Pádua que receberam a Confirmação; os “Avós de Sydney”, associação de imigrantes idosos na Austrália que vieram aqui com os seus netos; as crianças de Chernobyl e as famílias de Este e Ospedaletto que os hospedam; os ciclistas e motociclistas de Cardito e amantes de carros antigos.

Desejo a todos um bom domingo e um bom almoço. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Até breve!

Fonte: Zenit

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O Senhor Jesus nos abre os olhos

O Senhor Jesus nos abre os olhos

Dal pregando

“Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus!” (Mateus 5, 44)

“para abrir os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de satanas a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e heraná entre os que foram santificados”. (Atos dos Apostolos 26, 18)

primeiro; esse podre não é aquele que não tem dinheiro. É aquela, pessoa pura de coração. Essa terá o reino de Deus.

segundo; Afome não é a fome de alimento apenas. É a fome da palavra de Deus. Busque e sará sassiado.

terceiro; você que chora, que se preocupa com proxímo, que quer ajudar você será alegre.

quarto; se você for humilhado por causa de Deus, se alegre você terá o seu garladão, recompesa pelo serviço. É um premio, pela sua entrada, você terá uma medalha, uma condecoração, uma homenagem.

“Alegrai-vos e exautai,, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mateus 5, 12).

“O que planta ou o que rega são iguais; cada um receberá a sua recompensa, segundo o seu trabalho”. (I Coríntios 3, 8).

“Ei-los que clamam:

Que é feito dos oráculos do Senhor? Que eles se cumpram!*

Eu, porém, nunca vos incitei a enviar a desgraça, nem desejei o dia da catastrofe.

Bem conheceis as palavrasque me sairam da boca:

elas estão em vossa presença.*”(Jeremias 17, 15-16).

“Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigoa, fazei o bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filohs de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os justos os bons, e faz chover sobre o justos e sobre os injustos”. (Mateus 5, 44-45).

Pregação Adalberto. GOFM.

 

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Papa João Paulo II aos Jovens

Ser Santo sem deixar de ser Jovem!

wojtyla

Seria possível um jovemdo nosso século alcançar a santidade?

Ele teria que abrir mão da sua juventude paratal feito?

Quero começar aqui com um do discurso do Papa João Paulo II aos jovens da XVII Jornada Mundial da Juventude:

“Não espereis por ser mais idosos, para vos empenhardes no caminho da santidade! A santidade é sempre jovem, como eterna é a juventude de Deus”.

Jovem, é sobre isso que venho lhes falar, não espere demais para ser santo, você pode ser santo agora mesmo. Às vezes confundimos santidade com as imagens que vemos nas nossas igrejas, santos de cara fechada, carrancudos, sérios e etc., daí pensamos que pra ser santo devemos nos trancar dentro de um mosteiro emclausura para que possamos ser santos, daí logo vem o desânimo.

A juventude do nosso século tem confundido o sentido da santidade por isso não a tem buscado, mas jovem, tenho uma boa notícia para você que lê esse texto, você pode ser santo, alcançar o céu, voar nas assas do pai, e eu digo, o jovem deste século pode sim ser santo! Basta pedir a Deus esse dom, porque ser santo é um dom de Deus, e se você pedir a Deus ele lhe concederá, “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.” (Lc 11,9-10).

Jovem eu digo ainda mais, para ser santo você não precisa deixar de ser jovem, ser santo não é ter a cara fechada, ser carrancudo, ser santo é ser alegre e feliz porque Deus nos fez assim alegres e felizes, jovem, seja realmente jovem, mas não deixe de ser santo, e por fim um trecho da carta do Papa João Paulo II aos jovens!!!

Carta aos Jovens!!!

Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos,
Santos do século XXI
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças socias.
Precisamos de Santos que vivam no mundo
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
e comam Hot-Dog, que usem jeans,
que sejam internautas, que escutem MP3.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um refri
ou comer pizza no fim-de-semana com os Amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis,
abertos, normais, amigos, alegres,
companheiros.
” Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas domundo

mas que não sejam mundanos”
João Paulo II
Sejamos santos!

A todos que leram este artigo, PAZ E BEM!

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Conversa comigo Jesus

Uma Conversa Junto a um Poço Samaritano:
Jesus Oferece a Água da Vida
(João 4)

Imagem do Céu

Jesus estava de passagem. Ele parou para descansar junto a um antigo poço próximo à cidade samaritana de Sicar. Uma mulher veio tirar água do poço. A conversa que se seguiu desafiou ela e uma cidade cheia de pecadores a mudarem suas vidas e seu destino eterno. Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida eterna.Descansando junto ao poço de Jacó.

Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4,

 

onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar águ
a, e encontrou a fonte da vida eterna.Jesus estava voltando da Judéia para a Galiléia. Em Jerusalém, sua justa indignação pela corrupção dos chefes judeus tinha encontrado uma resposta meio comprometida de um povo que estava morrendo espiritualmente. Ele passou algum tempo na região circunvizinha da Judéia, e, então, partiu de volta para a Galiléia. A rota mais curta entre as duas regiões levou-o através do coração de Samaria, uma terra de pessoas desprezadas que não eram mais consideradas judias pelos seus vizinhos mais religiosos do sul.

Como ser humano, Jesus sofria fadiga e sede. Ele parou junto a um poço para descansar enquanto seus discípulos foram buscar comida. Quando uma mulher veio tirar água do poço, Jesus ofereceu-lhe a oportunidade de servir ao mais nobre homem da história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Ele simplesmente pediu-lhe um pouco de água.

A mulher ficou surpresa com seu pedido. Ali estava um homem judeu que reconhecia que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada ou desprezada pela maioria dos homens judeus. Ela imediatamente reconheceu que havia algo diferente com esse viajante.

Falando uma linguagem diferente

A conversa que se seguiu (4:9-26) é um exemplo marcante de como Jesus ensinava as pessoas a usarem uma linguagem diferente. Quando ele pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em coisas espirituais.

Jesus não alterou o rumo. Podemos ser tentados a encontrar pessoas carnais em seu próprio terreno, mas Jesus manteve o rumo. Ele não chegaria ao coração dessa mulher através de seu estômago. Ele continuou usando a linguagem da vida espiritual: “Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”(4:13-14).

A mulher não entendeu. “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la” (4:15). O único tipo de sede que ela conhecia era a física, e a única água que ela tinha bebido na vida inteira vinha de um poço. Jesus ainda tinha que criar nela um desejo de reconhecer a sua mais profunda necessidade espiritual. Jesus encontrou sua aproximação recorrendo à vida pessoal dela: “Vai, chama teu marido e vem cá” (4:16).

Ela respondeu honestamente: “Não tenho marido” (4:17). Até esse ponto, a conversa era interessante, mas a mulher ainda estava usando a linguagem deste mundo. As próximas palavras que saíram da boca de Jesus foram o momento decisivo da conversa, e na vida dela: “Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (4:17-18).

Antes de continuarmos a narrativa, paremos por apenas um momento para pensar no impacto dessas palavras nessa mulher. Jesus, um estranho total que parou “por junto ao poço naquele dia, um homem judeu que poderia facilmente ter ignorado a própria existência dela, conhecia os pormenores da vida dela. Essa mulher representa bilhões de seres humanos vivos hoje em dia. Na pressa de cuidar das necessidades básicas de sua existência física, eles passam por Jesus sem mesmo entender sua língua. Pouco sabem que ele é o Senhor e Salvador que conhece as minúcias íntimas de suas vidas, e que oferece a água da vida eterna. Se você for um desses bilhões S preocupados com as coisas materiais e a rotina da vida diária S pare para ouvir cuidadosamente o homem que conversou com uma mulher samaritana naquele dia, em Sicar.

Falando a mesma língua

O silêncio entre os versículos 18 e 19 provavelmente representa um dos mais sérios momentos na vida inteira dessa mulher samaritana. Sua vida era uma confusão. Ela tinha passado de um homem a outro e estava agora numa relação insatisfatória com um homem que nem era seu marido. Ela trabalhava, comia e bebia. Ela teria, provavelmente, feito essa mesma monótona viagem ao poço 1000 vezes, antes. No momento, ela estava falando com alguém que lhe oferecia vida eterna, e cujas palavras provavam que ele era capaz de cumprir a promessa. Esse foi um momento crucial em sua vida.

O homem judeu e a mulher samaritana estavam agora falando a mesma língua. Não havia mais preocupação com a água de um velho poço. Agora ela estava tão intrigada com a conversa espiritual com Jesus que esqueceria o seu próprio cântaro, quando ela se fosse. Porém ela ainda não estava pronta para sair. Jesus tinha despertado-a, espiritualmente.

O que você faria na situação dela? Começaria imediatamente a fazer as mais importantes perguntas de todas? Buscaria saber como agradar ao Senhor? Ela o fez. Sua pergunta no versículo 20 foi diretamente ao ponto: onde ela deveria adorar para ser aceita por Deus?

Há bastante história por trás da pergunta dela. Durante séculos os samaritanos tinham defendido suas práticas de adoração em outros lugares, tais como o Monte Gerizim ao qual ela referiu-se em sua pergunta (neste monte). Os judeus, apesar de seus erros em outras coisas, continuavam a defender corretamente a importância de Jerusalém como a cidade designada por Deus como o local de adoração.

A resposta de Jesus desafiou-a a desviar seus olhos do monte e olhar para dentro de sua alma. O tempo estava rapidamente se aproximando, Jesus explicou, quando o lugar não importaria mais. Não entenda mal. Os judeus estão certos em adorar em Jerusalém por enquanto, e os samaritanos não sabem o que estão fazendo. Mas tudo isso está para mudar. O Pai, como um ser espiritual, está buscando pessoas que o adorarão em espírito e verdade.

Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Jesus obviamente pensava assim. Ele, que conhece a natureza do homem melhor do qualquer um (veja João 2:25), olhava para essa pecadora com amorosa compaixão e com confiança que ele era capaz para resgatá-la de seu pecado.

A mais surpreendente revelação ainda estava por vir. Quando a mulher ponderou a resposta anterior de Jesus, ela comentou sobre uma verdade em que ela acreditava: “Eu sei … que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as cousas” (4:25). Na resposta do Senhor ela ouve a espantosa razão para seu comentário enigmático anterior (veja 4:10). Se apenas ela soubesse quem estava pedindo água! Agora, com seus interesses espirituais despertados, ela estava pronta para ouvir o resto da história sobre esse forasteiro judeu: “Eu o sou, eu que falo contigo” (4:26). Poderia ser? Poderia ela, uma desprezada samaritana, estar falando face a face com o Ungido de Deus?

Ide contar ao Mundo!

Jesus não teve que mandar essa mulher espalhar a notícia. Ele não ofereceu aulas de “técnicas de evangelismo”. Ele tinha plantado nela uma semente de verdade eterna, de modo que ela era naturalmente compelida a partilhar as boas novas. O testemunho dessa mulher não foi suficiente para convencer os moradores da cidade, mas quando ouviram as palavras de Jesus, perceberam que tinham encontrado o Salvador do mundo (4:39-42).

Searas brancas para a ceifa

Enquanto a mulher voltou a Sicar para contar o sucedido ao povo, Jesus sentou-se com os apóstolos. Eles tinham ficado surpresos ao vê-lo conversando com essa mulher, revelando que eles não viam os outros da forma como Jesus via. Eles viam uma mulher desprezada de uma terra ímpia. Jesus via uma alma a ser salva, que necessitava ser despertada para sua própria necessidade. Eles viam um deserto espiritual, enquanto Jesus olhava adiante para a grande colheita (João 4:31-38). Na verdade, o povo samaritano provou ser um dos mais receptivos da mensagem do evangelho (Atos 8:4-25).

Lições para hoje

Essa história é rica demais para que se possa observar todas as suas grandes mensagens em apenas um único artigo breve. Mas antes que você feche a sua Bíblia e comece a pensar em assuntos mundanos, pare um pouco para observar algumas das maravilhosas lições que aprendemos aqui:

1. Estamos rodeados de oportunidades. O que parece ser um simples encontro entre Jesus e uma mulher desconhecida vira uma tremenda oportunidade para evangelizá-la. Talvez Jesus não voltasse a passar por aquele caminho outra vez, mas ele tirou completa vantagem da oportunidade em suas mãos. Nossos encontros “oportunos” num ônibus, numa loja, ou numa fila de banco, poderiam ser justo uma de tais ocasiões. Vemos campos prontos para serem ceifados?

2. Não ofereceremos a salvação ao mundo com conversa mundana. Quando Jesus usou a linguagem espiritual e a mulher pensou em água do poço, o Senhor não se desviou de seu rumo. Ele encontrou um modo de trazer os pensamentos dela do poço para as elevadas verdades que poderiam mudar a eternidade dela.

3. Jesus usou as perguntas dela como um trampolim para os importantes assuntos que ela precisava ouvir. Ela falou de um monte, e Jesus foi para o seu coração. Ela pensou no Messias como uma esperança futura, e Jesus colocou-a face a face com o Cristo.

4. Para alcançar a salvação, precisa-se ver a verdade penosa da própria condição espiritual. O ponto crítico da conversa foi quando Jesus implicitamente revelou duas coisas: (a) Que a mulher estava num triste estado de pecado e, (2) Que ele é aquele que pode reconhecer e resolver tais problemas da alma.

5. Para alcançar a salvação, não se pode confiar somente no testemunho de outros. Precisamos ouvir as palavras de Jesus. João, e outros discípulos, registraram cuidadosamente as palavras e atos de Jesus para dar a todas as futuras gerações uma base para crerem (João 20:26-31).

-por Dennis Allan

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Santissima Trindade

Santíssima Trindade

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A prática cristã proclama a existência de Deus, que se manifesta de forma trina, como Pai, Filho e Espírito Santo. Na visão de um padre dos primeiros séculos do cristianismo, Tertuliano, Deus é três em grau, não em condição; em forma, não em substância; em aspecto, não em poder.

A Trindade de Deus é uma realidade com profundo apoio nos textos bíblicos. No universo da existência, dizemos que Deus é o Criador de tudo e de todos. Ele fez com o povo uma Aliança, um pacto de compromisso, entendido como missão. Isto acontece afirmando a unidade de Deus, proclamando a não existência de outros deuses. Deus é um, e não único em relação à existência de outros deuses. Ao criar o ser humano, Deus já se revela como comunidade, porque fez isto à sua imagem e semelhança. Ele cria a coletividade das pessoas como reflexo de sua existência. As criaturas humanas são chamadas a ser como Deus, como comunidade, no respeito às diferenças, que deve contribuir para a unidade.

Ao enviar os apóstolos em missão, Jesus revela a trindade de Deus mandando batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ao dizer: “Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos um!” (Jo 14, 9-10), está afirmando que na Trindade Divina existe uma perfeita unidade. Toda criatura humana é chamada a participar do mistério da trindade de Deus, nos dizeres do apóstolo Paulo: “todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8, 14). Com isto tornamo-nos filhos adotivos, herdeiros de Deus e impulsionados a viver na liberdade criativa da Trindade, comprometidos com a causa da unidade de todos. Cabe a cada pessoa fazer sua inserção no dinamismo da Trindade, vendo nos diferentes uma força unificadora e criadora de um mundo novo. Isto acontece na experiência comunitária solidificada na solidariedade, no amor e na comunhão. Tudo deve criar em nós o desejo de construir uma sociedade justa, igualitária e à semelhança da Trindade.

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba.

 

Postado por Bíblia e Catequese

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Pedro tu ama

Papa menino Jesus

Jesus pergunta a Pedro três vezes se este o ama. (João 21:15-17) Já li que no original foram usadas palavras diferentes para a palavra “amor”. Quais as palavras que constam no original grego e seus significados?

 

O livro de João foi escrito originalmente em grego. Em grego, existem duas palavras distintas que significam amor: Agapao e Phileo. No original Agapao significa o amor princípio, o amor que Deus tem para conosco, infinito e puro. Phileo é o amor sentimento que podemos ter por um amigo, por atração física, etc. O amor agapao ou agape, é um amor mais amplo que o amor phileo.

Quando Jesus pergunta para Pedro se ele o ama, Jesus usa o verbo Agapao, querendo saber se Pedro é capaz de amá-lo com todo o seu coração, de forma profunda e incondicional. Contudo, Pedro responde que o ama com o verbo Phileo, ou seja, Pedro o amava de forma incompleta.

Lembra-se quando Pedro negou a Jesus antes da crucificação? Pedro tinha dito a Jesus que jamais o negaria, mas na hora H, ele falhou. A Bíblia relata que Pedro chorou amargamente depois disso.

No capítulo de João, onde Cristo tem esta conversa com Pedro, Jesus faz a mesma pergunta três vezes, para que Pedro refletisse na resposta que estava dando, e reconhecesse que não podia ser fiel a Deus sem a ajuda de Cristo.

Mas algo surpreendente ocorre na terceira vez que Jesus pergunta a Pedro “você me ama?” (João 21:17) Jesus agora usa a expressão phileo. Dando a entender que Jesus aceita o amor de Pedro por ele, mesmo sendo limitado pela fragilidade humana.

Tanto é assim que na terceira vez, Pedro responde: “Senhor, tu sabes que eu te amo (Phileo)”. É um amor imperfeito, que necessita da graça de Deus para se tornar Agapê, mas é o que Pedro tinha para oferecer a Jesus, tendo fé de que seria transformado pela graça de Deus.

O que é maravilhoso é que Jesus aceita este amor imperfeito que Pedro e todos nós temos para com ele.

Mais que isso: Jesus nos convida a sermos Seus colaboradores em servir a humanidade. Ele diz à Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. (João 21:17)

Obviamente Deus quer que todos tenhamos o amor Agapê em nosso coração. Mas a vida cristã é uma vida de aprendizado contínuo. É a graça de Deus, através do Espírito Santo, trabalhando em nosso coração a cada dia, que vai fazer uma transformação em nosso coração, até atingirmos o ideal que Deus quer para a nossa vida. Buscando a Deus através da oração sincera, e do estudo humilde da Bíblia a cada dia, podemos deixar que o Espírito Santo complete a obra em nós.

Quando lemos nos evangelhos sobre Pedro, vemos um homem rude, grosseiro, sem paciência alguma, partindo para bater e cortar a orelha do servo do sumo sacerdote, orgulhoso, ranzinza.

Contudo, ao lermos as epístolas que o Pedro escreveu, vemos que é um outro homem, um homem que se deixou converter pelo Espírito Santo de Deus, um homem que estava cumprindo fielmente o chamado que Cristo tinha feito à ele: “Apascenta as minhas ovelhas”.
Para apascentar ovelhas, para cuidar da vida espiritual de outras pessoas, é necessário paciência, humildade, consagração, comunhão diária e ininterrupta com Deus. Ao ler I e II Pedro, vemos um homem verdadeiramente convertido. Alguém que tinha passado a viver em maior quantidade o amor agapê.

Temos na Bíblia quem foi Pedro, e em que ele se tornou, com o poder de Deus. Ele é um dos exemplos que Deus coloca em sua palavra para que nos animemos, na certeza de que o que Deus fez por Pedro, fará também por nós.

Espero ter ajudado.

Que Deus a abençoe.

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Ministério de Fé e Política

Encontro dos Ministérios de Fé e Política e Promoção Humana leva formação e oração aos participantes

 

 

15 de Novenbro

Nesta sexta-feira (1), dia do trabalho, começou na cidade de Lorena, interior de São Paulo o Encontro Nacional de Fé e Política e Promoção Humana.

O evento acontece no auditório São Joaquim, no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL). O encontro iniciou com a consagração a Nossa Senhora pelos participantes. Íntimos deNossa Senhora e tendo ela como exemplo de coragem e decisão por Cristo, os ministeriados ouviram a primeira colocação do dia que foi ministrada por Dom José Luiz Azcona, bispo da prelazia de Marajó. Dom Azcona falou sobre o Evangelho vivido no amor. Com o questionamento bíblico: “Pedro, tu me amas?”, o bispo trouxe os participantes a reflexão do servir sem medo e entregar-se pelo Evangelho. “Quero servir até a morte”, afirmou o bispo da prelazia do Marajó. Wedson Junior, Grupo de Oração Oasis de Botucatu/SP, afirma que as palavras de Dom Azcona o fizeram refletir sobre as atitudes de sua vida. Logo após, professor Felipe Nery, atuante na política do país, abordou o tema ideologia de gênero. De forma clara e concisa, o palestrante mostrou como este tema tem sido debatido no Congresso e no Senado e mostrou dentre materiais e ações como a ideologia está sendo implantada. “A pregação nos chamou atenção sobre o que tem acontecido no mundo e está acontecendo aqui”, diz Rosemeire da Paixão, Grupo de Oração Jesus é o Caminho de Osasco/SP. Professor Felipe chamou a atenção dos ministeriados presentes a serem mais participantes na política e na defesa da vida e da família. Os deputados federais Eros Biondini e Flavinho estiveram presentes no encontro e levaram aos participantes a real situação perante os deputados e como eles estão defendendo a vida e a família. Eles também falaram da importância da participação popular. Em seguida, Dom Azcona encerrou as atividades do dia com a celebração da Santa Missa. Bruno Gonçalves, Grupo de Oração Hodie de Lorena/SP, se diz feliz por acolher as pessoas em sua cidade e poder viver essa experiência com eles.

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O chamado ao pastoreio

O chamado ao pastoreio 0Missa_Par_quia_Santa_Ad_lia_Outubro_2012_MixCatolico0265
POR JOÃO CÉSAR LEONARDI EM 27 DE ABRIL DE 2015 ARTIGOS
A Igreja celebra a cada ano, iluminada pelo facho de luz da Ressurreição do Senhor, a Festa do “Bom Pastor”, olhando para aquele que dá a vida pelo seu povo, tantas vezes chamado carinhosamente de rebanho, para manter a fidelidade à imagem utilizada por Jesus. E ele, ao contar as três pequenas parábolas chamadas do Bom Pastor (Cf. Jo 10, 1-18), sofria pressões de todas as partes, tanto que, com muita força, fala de mercenários, cujos interesses não se tinham manifestados os mais puros diante do povo a ser conduzido a boas pastagens. A figura do Bom Pastor, tão admirada por nós, provocou séria divisão, com os adversários de Jesus tramando armadilhas para condená-lo (Cf. Jo 10, 19-21).

No entanto, de geração em geração os ensinamentos do Senhor conduzem os cristãos a descobrirem riquezas sempre novas nas referidas parábolas. Não podemos nos furtar a desfrutá-las, entrando na escola do Bom Pastor, para aprender com ele e dele receber as graças necessárias para o tempo em que vivemos. O contexto não é muito diferente, pois também hoje assistimos a uma crise significativa na compreensão e no exercício do poder. Parece que a humanidade tem tendência de voltar à idade da pedra, mudando apenas as armas e as técnicas, quando se vê a barbárie de gestos, palavras e atitudes em todos os níveis! Mas vamos entrar na escola!

O mercenário trabalha por dinheiro, sem laços com o rebanho, comprometendo-se apenas até o momento em que recebe seu pagamento. No rebanho de Cristo, ao invés, se entra por amor e se trabalha por amor. Não se sustenta qualquer outro argumento, até porque o que se envolve com o Senhor assume riscos que podem custar-lhe a própria vida. O amor traz consigo a exigência da gratuidade. Entra-se na Escola do Bom Pastor por atração, por liberdade que se compromete com alguém, com paixão pelos valores que caracterizam sua vida. E todas as pessoas que tiverem experimentado um autêntico encontro pessoal com Jesus Cristo estarão envolvidas nestes laços irresistíveis. Vale inclusive para analisar nosso relacionamento com a Igreja, pois quando se começa a tomar distância, analisá-la com pretensa objetividade, é sinal de que faltou este compromisso de coração, até porque com ele vem também a misericórdia, com a qual os eventuais limites das pessoas são alcançados e superados.

No rebanho de Cristo não existem apenas números, mas nomes e histórias das pessoas. Consola saber que Jesus conhece as suas ovelhas pelo nome, sabe dos caminhos que estas percorrem, pensa nelas, vai ao seu encontro, coloca-as, sobre os ombros, cuida como o Bom Samaritano de outra parábola, escreve nos céus os nomes dos que lhes são confiados. Exuberante lição, diante das muitas e tantas vezes impessoais redes de nosso tempo, com as quais as pessoas no fundo se escondem ou se expõem indevidamente. Muitos até perguntam se não pode acontecer validamente a administração de um Sacramento por meios eletrônicos! A Igreja sempre haverá de propor à humanidade o “olho no olho”, o relacionamento pessoal, a força do encontro em comunidade, que questiona, provoca positivamente e é sinal sacramental do seu Senhor, que nunca abandona seu povo, pois está conosco até o fim dos tempos.

Na Escola de Cristo se estabelece um sonho, com o qual todos são incluídos, até que haja um só rebanho e um só Pastor. A Igreja há de aprender continuamente com o seu Senhor, a pensar em quem está mais distante, nas periferias geográficas e existenciais, expressão tão cara ao Papa Francisco. O mais distante pode estar na casa do vizinho, ou dentro de nossa própria casa! Trata-se de abrir os olhos e o coração, para prestar mais atenção aos gritos ou sussurros das pessoas.

Enfim, do Senhor se aprende e se recebe a graça da liberdade. Ele dá a vida por si mesmo, pois tem o poder de entregá-la e recebê-la novamente (Cf. Jo 10, 18). Os cristãos não se encontram na Igreja por constrangimento, remorsos mal trabalhados ou apenas por tradições recebidas, ainda que estas sejam preciosas. É necessário renovar a liberdade do dom, abraçar com alegria o relacionamento com Deus e com o próximo proporcionado pela aventura da vida cristã.

Tais lições se aplicam para todas as pessoas que assumem responsabilidades em relação aos outros. Da família ao trabalho, na escola ou nas organizações sociais, mais cedo ou mais tarde todos podem de alguma forma “conduzir” os outros, e esta é uma arte que se aprende no discipulado, caminhando com Jesus.

É neste contexto que celebramos o Dia Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais, no Domingo do Bom Pastor, no qual o Papa Francisco propõe para o seguimento de Jesus a experiência do Êxodo, “paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde o chamado de Abraão até Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela ação de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projeta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder ao chamado de Deus é deixar que ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade…Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De fato, a vocação cristã é, antes de mais nada, um chamado de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus” (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6) – (Mensagem para o Dia Mundial de Orações pelas Vocações de 2015).

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL

Fonte: RCC BRASIL

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Ver a verdade de Deus

Evangelho Mateus 9,27-31 – Isaías 29,17-24 – Salmo 26 —

Ser Cego É Não Ter Olhos Para A Realidade

Primeira leitura: Isaías 29,17-24 Assim fala o Senhor Deus: Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro e os olhos dos cegos verão, no meio das trevas e das sombras. Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no Santo de Israel; fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro, e sucumbiram todos os malfeitores precoces, os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade e atacavam o justo com palavras falsas. Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: “Agora, Jacó não mais terá de envergonhar-se nem seu rosto terá de enrubescer; quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o Santo de Jacó, e temerão o Deus de Israel; os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria e os maldizentes concordarão em aprender”.

Salmo 26 — O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? — Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isso que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. — Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Evangelho Mateus 9,27-31 Naquele tempo, partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região. Reflexão: Ser Cego é não ter Olhos para a Realidade A maior cegueira que a humanidade vive é a incapacidade de ver claramente a realidade e perceber Deus através dos sinais que Ele faz acontecer. Os cegos, apesar de privados da vista, foram capazes de entender os sinais da presença do Messias entre eles, quando clamaram a Jesus chamando-o de filho de Davi. Por sua fé foram curados e espalharam a notícia por toda a região. É impossível viver a experiência de cura em Deus e a guardarmos para nós. Porque Jesus pede para que ninguém saiba não sabemos, pois Ele, que conhecia o ser humanos por dentro, sabia que era impossível fazê-los calar diante de um fenômeno tão grandioso. É bem verdade que Deus tinha o Seu propósito e precisava cumpri-lo sem a interferência dos contrários que o combatiam e procuravam um meio de pegá-lo, portanto a propagação e sua fama poderia fazer com que a atenção voltassem ainda mais para Ele e atrapalhasse seus planos. Mas eu penso que Jesus dizia para não propagar, com a única finalidade de protegê-los do assédio dos fariseus que sempre colocavam dificuldades e proibiam seus seguidores de seguir Jesus. No entanto, a realidade fala por si, e, por mais que se negue, não é possível negar a evidência.

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Campanha da Fraternidade

Caridade

CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, em Nísia Floresta, Arquidiocese de Natal, RN, como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus.

Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade; conversão na tentativa de deixar-se transformar pela vida fecundada pelo Evangelho; partilha como visibilização do Reino de Deus que recorda a ação da fé, o esforço do amor, a constância na esperança em Cristo Jesus (Cf. 1Ts 1,3).

A Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:
1 – Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
2 – Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
3 – Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

A coleta da Campanha realizada como um dos gestos concretos de conversão quaresmal tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.

Ao percorrermos o itinerário da Campanha que nossos irmãos nos prepararam, possamos continuar seguindo Cristo, caminho, verdade e vida (Cf. Jo 14,6).

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