Amar é uma Decisão

O Amor Ágape

Dois pontos me chamam muita atenção neste Evangelho… Primeiro: o que é ensinado. Segundo: a forma como é ensinado. O mestre da lei tenta colocar Jesus em dificuldade, mas Jesus é muito mais esperto do que ele.

O mestre da lei fez o tipo de pergunta que qualquer pessoa que estivesse lá, com Jesus, saberia responder, inclusive ele mesmo. Por isso, Jesus voltou a pergunta a ele: “O que está escrito na lei? Como lês?” Jesus deve ter pensado que ou estava falando com um débil mental ou com alguém que estava querendo TESTÁ-LO. É muito fácil saber quando uma pessoa está querendo nos testar: ela faz uma pergunta para a qual já sabe a resposta. Se fosse uma pessoa bem intencionada, Jesus teria respondido, mas um mestre da lei fazendo uma pergunta assim… Era pra se desconfiar… Jesus respondeu com duas perguntas que se completam: a primeira exigia uma resposta impessoal; e a segunda se referia à interpretação que o mestre da lei dava a esta lei. A resposta do mestre da lei foi tão completa, que confirmou o que Jesus já tinha percebido: a intenção era testá-lo. Foi então que Jesus procurou encerrar o assunto, inclusive elogiando o mestre da lei.

Mas o mestre da lei, que tinha ficado com um baixo conceito, quis “justificar” a sua pergunta, e é aí que aparece a sua malícia. Com a maior carinha de inocente, ele perguntou: “E quem é o meu próximo?” Se Jesus respondesse que próximo é toda aquela pessoa que está ao seu lado, indiferente de raça, cor, credo, gênero, idade, estado de saúde, condição social, etc, estaria encrencado porque os judeus e as suas leis tinham várias restrições para quem não era judeu legítimo, e cumpridor da lei. Se Jesus dissesse que apenas os judeus, seguidores da lei e dos bons costumes, eram “o próximo”, cairia em contradição com seus próprios atos. E é neste momento que Ele se sai com uma bela parábola: o Bom Samaritano.

A resposta não foi direta, como o mestre da lei gostaria, mas veio de uma forma incontestável. A escolha de um samaritano foi proposital, pois os judeus da Samaria eram considerados menos dignos, pelos mestres da lei. E a atitude misericordiosa do samaritano foi, indiscutivelmente, a mais amorosa das três. O sacerdote e o levita da parábola fizeram exatamente o que a maioria de nós faria, numa situação parecida: passaria “pelo outro lado”. Observe que Jesus não responde NENHUMA DAS PERGUNTAS do mestre da lei, mas faz que o próprio questionador responda às suas perguntas.

O que fica claro neste Evangelho é que uma pessoa como este mestre da lei, quando faz perguntas desse tipo, não está interessada em aprender, mas em colocar a outra pessoa em situação difícil. Escutam sua resposta procurando pontos contraditórios. Quem não tem conhecimento pleno do assunto, ou não tem raciocínio rápido para perceber a malícia dessas pessoas, acaba transmitindo insegurança. Mas Jesus estava sempre à frente dos pensamentos das pessoas… E no final, acaba deixando a lição que devemos levar hoje para o nosso dia: Quer ter a vida eterna? Ame a Deus, e ao próximo como a si mesmo; o próximo é todo aquele que precisar de você, ou que você precise dele… ame. E lembre-se que AMAR não é apenas um sentimento, mas é, antes de tudo, uma DECISÃO.

Deixo aqui, como sugestão de leitura, o livro “O Monge e o Executivo” (clique no link para fazer o download do livro: O MONGE E O EXECUTIVO.pdf ), de James C. Hunter, onde dentre tantos ensinamentos sobre liderança, também fala sobre o Amor Ágape, que é algo como amar com atitudes ao invés de amar com sentimento. Somente com o Amor Ágape nós podemos amar até quem nos fez mal.

 

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

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Papa e jovens condenados

Jovens condenados à prisão perpétua escrevem ao Papa

 

“Que esta forma de sentença seja revista à luz da Justiça e que exista a possibilidade de reforma e de reabilitação”, pediu o Papa após receber cerca de 500 cartas de jovens detentos dos EUA

Atualizado em 03/06/2014 às 09h36


Foto: Rádio Vaticano

Cerca de 500 jovens detentos dos Estados Unidos e condenados à prisão perpétua escreveram ao Papa. E Francisco respondeu, declarando-se “profundamente comovido”.

 

A troca de correspondências foi referida pelo jornal dos jesuítas estadunidenses “America Magazine”. O conjunto de 500 cartas foi recolhido pelo Diretor Executivo da Iniciativa Jesuíta para a Justiça Restaurativa, Padre Michael Kennedy.

 

“Li as cartas que chegaram de todos os ângulos dos Estados Unidos, por parte de centenas de jovens condenados com tão pouca idade à prisão perpétua sem condicional. Suas histórias e seus pedidos de que esta forma de sentença seja revista à luz da Justiça e que exista a possibilidade de reforma e de reabilitação me comoveram profundamente”, escreveu Francisco ao sacerdote jesuíta.

 

O padre Kennedy entregará a cada detento uma cópia da resposta do Pontífice.

 

A existência de condenados à prisão perpétua com menos de 18 anos constitui uma preocupação para associações dos Direitos Humanos, como Anistia Internacional. Segundo a entidade, os Estados Unidos são o único país no mundo que inflige esta pena por crimes relacionados não só a homicídios. Graças à batalha de Anistia, nos últimos anos alguns Estados, como a Califórnia, proibiram a prisão perpétua para menores de idade.

 

Fonte: Rádio Vaticano

 

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Nossa Senhora Auxiliadora

Comemoramos no dia 24 de Maio, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora. Ao longo da história da Igreja, o Povo de Deus, lembrando as palavras de Maria: “Todas as Gerações me chamarão Bem-aventurada porque fez em mim grandes coisas o Poderoso”, foi enriquecendo o manto de títulos, que demonstram a confiança e o amor dos filhos pela Mãe. O título Auxiliadora dos Cristãos foi instituído em tempos difíceis, em tempos de guerra, e depois Nossa Senhora Auxiliadora foi escolhida como padroeira da Congregação Salesiana, fundada por Dom Bosco.
Nossa Senhora Auxiliadora rogai por nós!


Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar
Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos,
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.
Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades,
dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa.
Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante,
a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus
e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.

Amém.

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Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia

No dia 22 de Maio, comemoramos o dia de Santa Rita de Cássia. Santa Rita nasceu em 1381, na Úmbria, Itália. Em obediência aos pais casou-se com um jovem temperamental e violento e, com o seu amor, conseguiu transformar o coração do marido. Anos depois, sem família, Rita quis entrar no convento das Agostinianas, onde foi recusada, mas os santos de sua devoção a fizeram entrar no claustro de forma milagrosa. Morreu no ano de 1457 e seu corpo nunca foi sepultado, permanecendo intacto até os dias de hoje.

Santa Rita de Cássia experimentou em sua vida o quanto Deus é bom, sobretudo nas horas difíceis. Transmitiu confiança ao povo cristão que até hoje recorre a ela nas grandes dificuldades. Para nós, cristãos, o sofrimento é a oportunidade de participar  da paixão do Cristo. Foi assim que Santa Rita enxergava a vida e assim quis vivê-la. O fato de conseguir obter a realização de seu desejo mais impossível, o de servir a Deus no convento das Agostinianas, colaborou  para que se tornasse conhecida com santa dos impossíveis.

Oração de Santa Rita em honra a Nossa Senhora:
Virgem Santa,
em vossos dias gloriosos,
não esqueçais as tristezas da Terra.
Lançai um olhar de bondade
sobre aqueles que estão sofrendo,
sobre os que lutam contra as dificuldades
e que não cessam de umedecer seus lábios
nas amarguras desta vida.
Tende piedade daqueles que se amavam e que estão desunidos!
Tende piedade da solidão do coração!
Tende piedade da nossa fé!
Tende piedade daqueles que nos são caros!
Tende piedade daqueles que choram, daqueles que rezam,
daqueles que receiam e que oscilam!
Dai a todos nós a esperança e a paz.
Amém.

Oração de Santa Rita de Cássia
Ó gloriosa Santa Rita,
eis a vossos pés uma alma desamparada que necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós
que tem o título de Santa dos casos impossíveis e desesperados
Ó cara Santa interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto a Deus para que me conceda
a graça que tanto necessito…
Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo que me empeça
de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste
Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece.
Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança
Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço
Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.

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Cardeal Damasceno e Presidencia dos Focolares

Cardeal Raymundo Damasceno reúne-se com a presidência dos Focolares

Quarta, 16 Abril 2014 13:11
cnbb

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, recebeu a presidência do Movimento dos Focolares, Maria Voce e Giancarlo Faletti, ambos italianos. O encontro aconteceu na Cúria Metropolitana de Aparecida, no último dia 14.

Os representantes do Movimento estão em visita ao Brasil desde 22 de março,  para compromissos com a comunidade dos Focolares em diferentes regiões do país, obras e movimentos da Igreja.

No início deste mês, a Universidade Católica de Pernambuco lançou a Cátedra Chiara Lubich, em homenagem à fundadora do Movimento. Maria Voce e Giancarlo conheceram as instalações do Seminário Missionário Bom Jesus, em Aparecida, local onde ficaram hospedados, durante visita ao Brasil, os papas Bento XVI, em 2007, e Francisco, no ano passado. Desde 1996, funciona também no prédio a Cúria Metropolitana.

Em encontro no sede da Mariópolis (SP), bispos da CNBB que participam do Movimento dos Focolares encontraram-se com Maria Voce e Giancarlo. Os bispos dom Alberto Taveira e dom Francesco Biasin conversaram com a presidente do Movimento.

Maria Voce e Giancarlo Faletti permanecem no país até  23 abril.

O Movimento dos Focolares é de inspiração cristã-católica fundado em 1943, em Trento, Itália, por Chiara Lubich, com reconhecimento pontifício. Hoje, o Movimento está presente em mais de 182 nações.

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Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Sacralidade do trabalho

CNBB

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte

A celebração do Dia 1º de Maio, pela consideração reverente ao trabalhador, é oportunidade para reavivar a compreensão do trabalho como necessidade e dom de Deus. A concepção cristã do trabalho tem suas raízes numa articulada e clarividente compreensão antropológica e teológica. Deus, criador onipotente, Pai de todos, cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e lhes confia o cultivo da terra. O Pai sublinha a primazia da humanidade em relação às outras criaturas, que devem merecer cuidados e respeitos. Cultivar a terra, como ponto especial na narrativa da missão do homem e da mulher no conjunto da obra da criação, significa não abandoná-la. E exercer domínio sobre ela significa comprometimento com o seu cuidado e com sua guarda, como um pastor deve cuidar de seu rebanho. Esse horizonte inspirador é determinante nos rumos escolhidos para a dinâmica da economia com seus desdobramentos incisivos sobre a questão social e política.

 

Nesse sentido, no atual momento político e econômico, os construtores da sociedade pluralista devem superar a lógica perversa do lucro. Precisam buscar uma efetiva sustentabilidade, necessária para se alcançar o equilíbrio social. Imprescindível é deixar-se iluminar por um horizonte com princípios antropológicos inequívocos. Isto é um enorme desafio para quem se orienta por parâmetros de funcionamentos mecanicistas e, consequentemente, não consegue compreender o que se pode chamar de subjetividade do trabalho. O conjunto de recursos, atividades, instrumentos e técnicas que permite a cada pessoa o exercício adequado de suas tarefas não pode sobrepor-se ou minar a dimensão subjetiva do trabalho humano. O respeito a esta perspectiva é a consideração insubstituível de cada ser humano e de sua vocação pessoal. Assim, alcança-se a compreensão de que todo trabalho é imagem e extensão da ação criadora de Deus, de que o homem e a mulher, em suas muitas tarefas, participam da obra da criação.

A Doutrina Social da Igreja enfatiza, por isso mesmo, que o trabalho não somente procede da pessoa, mas também é ordenado a ela e a tem por finalidade. Assim sendo, todo ofício, mesmo aquele mais humilde, é caminho para que cada pessoa tenha preservada a sua dignidade. Consequentemente, o trabalho se torna uma necessidade e ao mesmo tempo um dever de todos. Trabalhar refere-se ao respeito moral ao próximo e, por desdobramento, é reverência à própria família e à sociedade. Abominável, pois, é o enquadramento do trabalhador na condição de escravo. Trata-se de um verdadeiro atentado contra a dignidade, ferida na cultura solidária e civilizada, com consequências nefastas também para escravocratas.

A sacralidade do trabalho implica compreendê-lo, na escala de valoração e prioridade, como superior a todo e qualquer fator de produção, inclusive o capital. No horizonte largo e diversificado sobre a sua abordagem como importante chave social, é prioritário considerá-lo como direito. A necessidade do trabalho não se refere apenas ao sustento familiar e pessoal, prioridade incontestável, mas, particularmente, ao bem que promove a cada pessoa. Trata-se de direito fundamental. Por isso, a Igreja considera o desemprego uma perversa calamidade social. E sublinha que uma sociedade orientada para o bem comum tem sua capacidade avaliada, também, com base nas perspectivas de trabalho que ela pode oferecer.

Com a oferta do trabalho, caminha a exigência de se promover a capacitação, já que a manutenção do emprego depende cada vez mais da competência profissional. O Estado, então, é chamado à responsabilidade, por seu dever de promover políticas ativas de trabalho, particularmente pela regulação do funcionamento econômico, convocando as corporações a cumprirem seu papel social. As empresas tem o dever de garantir a oferta adequada de emprego. O tratamento desse desafio não pode prescindir de uma correta visão antropológica e cristã, pelo respeito à sacralidade do trabalho.

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As provas da ressurreição de Jesus no Santo Sudário

Tem muitas outras provas que indicam qu e o Sudário não é falso medieval.

Colocamos aqui mais algumas.

A primeira é que a imagem do Sudário é tridimensional. Dois oficiais da Força Aérea norte-americana. John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional, de ta; forma que é possível conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo. Para a reconstituiçào da tridimencionalidade, utiliza-se um aparelho. Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constitui uma imagem tridimencional e que esta parecida emergir gradativamente do pano como na ressurreiçào. Eles exclamram: Cristo Ressuscitou.

 

O tratamento da imagem do computador produz uma forma tridimencional proporcionada e sem distorções, o que jamis ocorre em caso de pintura e fotografia. Isso nos mostra qu o Sudário não é pintura de tipo algum, não é uma forma primitiva de fotografia e não exibe qualquer evidência de ter sido feita por mãos humanas. Os mesmos testes foram repetidos à exaustão com infinidade de imagem de pinturas dos maiores gênios expressionistas e até com fotografias. Em nem um caso o efeito obtido com a imagem do Sudário pode ser repetido! A imagem de Turim é unica em toda a história da humanidade. Em lugar algum, em nenhuma época, nada parecido jamis existiu!

Uma outra prova é que os estudos do Sudário comprovam na trama do Linho a presença de sangue humano verdadeiro (sangue do sexo masculino, tipo AB, que é o mais frequente entre os hebreus). Esta comprovação anula a hipótese de que a imagem possa ter sido feita por um artista, pois nem mesmo seria capaz de utilizar pelo menos 5 litros de sangue humano e à pinceladas, contituir a imagem que é vista no Sudário. Além disso, o linho possui diversas camadas, e o estudo do sangue existente nas fibras comprova ter sido este absorvido pelo contato, pois nem todas as camadas estão impregnadas. Isto seria impossível de conseguir se fosse uma fraude.

 

Uma terceira prova, além da confirmação do sangue no Sudário, é que as marcas de sangue estão em perfeita correspondência com a anatomia, isto é, sangue arterial e sangue venoso nos seus respectivos lugares. Como se sabe, a Medicina só descobriu a diferença dos dois fluxos sanguineos no final no final de 1500. É impossivel separar artificialmente, com um pincel, por exemplo, o sangue de uma fase mais densa de uma mais líquida, como está no Sudário. Mas uma prova. A análise feita através de fotografia com luz altravioleta florecente revelou que ao redor das manchas de sangue presentes no Sudário há uma forte presença do soro que é formado pelo corpo humano em caso de tortura – como a que foi submetido Jesus nos Evangelhos – pois sob tortura, as paredes dos glóbulos vermelhos do sangue se rompem, liberando bilirrubina, presente nessas áreas do tecido. O fato de aver soro (invísivel a aolho nú) ao redor das manchas de sangue  no Sudário, por exemplo, era algo que não poderia ter sido produzido por nenhum falsificador. O fato concreto é que ninguém conseguiu mesmo com todas as novas tecnologias que vào surgindo, explicar e nem reproduzir a imagem do chamado Sudário de Turim. A produção daquela imagem, portanto, seria algo absolutamente impossível para qualquer falsificador ou artista da Idade Média.

 

Estas e numerosas outras provas que aqui omitimos noslevam a afirmar com absoluta certeza que o Sudário nào é fruto de fraude, pintura, ou sangue iserido por algum falsificador medieval.

 

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Costumes da Quaresma

Costumes durante o tempo da Quaresma

 

A Igreja pede que não se coma carne na quarta-feira de cinzas nem na sexta-feira Santa. Objetivo são jejum e sacrifício

por Fábio Luporini

Você come carne durante o tempo da Quaresma? O costume da abstinência da carne vermelha era uma norma da Igreja que passou a vigorar alguns séculos depois de Cristo. Segundo o assessor de liturgia da arquidiocese de Londrina, padre Joel Ribeiro Medeiros, o objetivo de evitar o alimento durante as quartas e sextas-feiras e na Semana Santa era distribuir o que não foi consumido para os mais necessitados.

Com passar do tempo, os costumes foram se flexibilizando e atualmente a regra da Igreja, segundo o padre Joel, fala expressa que os católicos devem evitar comer carne vermelha na quarta-feira de cinzas (início da Quaresma) e na sexta-feira Santa. “A norma de jejum da Igreja diz que não se deve comer carne pelo menos nesses dois dias. Nos outros, não há problema algum”, afirma o padre.

A Igreja recomenda ainda que cada católico estabeleça um propósito de abstinência durante o período da Quaresma. “Não é somente deixar algo que tanto gosta, é preciso doar aos pobres o dinheiro que se ia gastar”, explica padre Joel. De acordo com ele, o sentido de distribuir aos mais necessitados o que não se gastaria com o consumo de algo continua vivo desde o cristianismo primitivo e é o sentido maior do sacrifício da Quaresma.

Sacrifício

O assessor de liturgia ressalta que há uma grande crítica quanto à troca da carne vermelha por um peixe mais caro, como o bacalhau, nos dias de hoje. “Esta é a crítica que se faz, pois os dias de abstinências não são para fazer um banquete, mas sim jejum e sacrifício”, destaca. “Comer bacalhau não é nenhum sacrifício”, completa.

Conforme padre Joel, o mercado capitalista se aproveita da época em que os católicos não comem carne vermelha para vender o bacalhau. “As empresas se aproveitam desses dias. O peixe sempre fica mais caro nessa época”, observa.

O sacrifício, de acordo com ele, é necessário porque a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor. Oração, jejum e penitência compreendem, segundo o padre Joel, o sentido verdadeiro dessa época, que cada cristão deve buscar se preparar para a grande festa da Igreja: a ressurreição de Cristo.

Símbolos da Quaresma

Cor Roxa: Significa introspecção, penitência e interiorização. Costuma ser utilizada nos paramentos litúrgicos como a estola, a casula do padre e a toalha do altar.
Cinzas: Um símbolo penitencial da Quaresma porque lembra que cada cristão não é permanente aqui na Terra. “(…) porque és pó, e em pó te hás de tornar” (Gênese 3, 19b). É utilizada na missa de quarta-feira de Cinza, início da Quaresma. As cinzas usadas na celebração vêm da queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior.
Cantos: No tempo da Quaresma não se cantam o Hino de Louvor nem o Aleluia, e a aclamação ao Evangelho, porque é época de penitência, reclusão e preparação para a Páscoa, momento mais a frente que se cantará com alegria.
Flores: Não se utilizam flores nesse tempo, porque a flor é símbolo da alegria.
Cruz: É um símbolo da Igreja católica, mas assume significado mais profundo durante a Quaresma, porque representa a fragilidade humana. É tempo de doação, dor e penitência.

 

Fonte: Pascom – Imaculada
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O que é o credo?

Imagem de Destaque

O que é o credo?

O Creio é o resumo da fé católica

 

Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, cujo nome é o resumo fiel da fé dos apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz de a Igreja exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Em seus doze artigos, o ‘Creio’ sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como “o mais antigo Catecismo romano”. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.Os grandes santos doutores da Igreja falaram muito do ‘Credo’. Santo Ireneu (140-202), na sua obra contra os hereges gnósticos, escreveu: “A Igreja, espalhada hoje pelo mundo inteiro, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai e Onipotente, que fez o céu e a terra (…).Esta é a doutrina que a Igreja recebeu; e esta é a fé, que mesmo dispersa no mundo inteiro, a Igreja guarda com zelo e cuidado, como se tivesse a sua sede numa única casa. E todos são unânimes em crer nela, como se ela tivesse uma só alma e um só coração. Esta fé anuncia, ensina, transmite como se falasse uma só língua.  (Adv. Haer.1,9)

São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, disse: “Este símbolo da fé não foi elaborado segundo as opiniões humanas, mas da Escritura inteira, de onde se recolheu o que existe de mais importante para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém, em um pequeníssimo grão, um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra, em algumas palavras, todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento (Catech. ill. 5,12)


Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja que batizou Santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do ‘Símbolo dos Apóstolos’, e a sua importância:
“Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé” (CIC §194).”Este símbolo é o selo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma” (CIC §197). Os seus doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos apóstolos o conjunto da fé apostólica (cf. CIC §191).O símbolo da fé, o ‘Credo’, é a “identificação” do católico. Assim, ele é professado solenemente no dia do Senhor, no batismo e em outras oportunidades. Todo católico precisa conhecê-lo com profundidade.

Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II, III e IV, ela foi obrigada a realizar concílios ecumênicos (universais) para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo, de Ário, sacerdote de Alexandria que negava a divindade de Jesus; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla que negava a divindade do Espírito Santo.

Desses dois importantes Concílios originou-se o ‘Credo’ chamado “Niceno-constantinopolitano”, o qual traz os mesmos artigos da fé do ‘Símbolo dos Apóstolos’, porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo.Além desses dois símbolos da fé mais importantes, outros ‘Credos’ foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas Apostólicas antigas. Um exemplo é o símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo, Latrão, Lião, Trento e também de certos Pontífices como a do Papa Dâmaso e do Papa Paulo VI (1968).

O Catecismo da Igreja nos diz que: “Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar, hoje, a fé de sempre por meio dos diversos resumos que dela têm sido feitos” (CIC § 193).

O Papa Paulo VI achou oportuno fazer uma solene Profissão de Fé no encerramento do “Ano da Fé” de 1968. O Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis que vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.

Paulo VI falou, na época, daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis”. Preocupava o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da revelação divina, em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.

Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação (cf. CIC §851). São Paulo fala da “sã doutrina da salvação” (2 Tm 4,7) e afirma que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4); e “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15).

Com este artigo queremos dar início a uma série de outros doze, explicando, resumidamente, cada um dos artigos do ‘Credo’.
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Primeiro ano do Papa Francisco

Dom Raymundo Damasceno Assis

CNBB

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida (SP)

Há um ano, no dia 13 de março de 2013, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, foi eleito Papa, o 266º. Sucessor de Pedro. Um ano é um período muito curto para falar do seu pontificado, mas o Papa Francisco preencheu esse primeiro ano de modo tão intenso, que chega a dar impressão de um tempo muito mais longo.

 

Não é fácil avaliar o pontificado de um Papa do qual estamos tão próximo. Vou referir-me a três pontos que podem nos ajudar a compreender melhor o pontificado do Papa Francisco: o que ele tem transmitido pelos gestos e sinais; o que ele tem dito, e o que ele tem realizado.

Comecemos pelos gestos e sinais. O Papa Francisco sempre surpreende. Começou no dia mesmo da eleição. A maneira como saudou e rezou com o povo, reunido na Praça de São Pedro: “e agora, eu gostaria de vos dar a bênção, mas antes peço um favor: antes que o bispo abençoe o povo, eu vos peço de rezar ao Senhor para que ele me abençoe: a oração do povo pedindo a bênção para seu Bispo. Façamos esta oração em silêncio: de todos vós sobre mim”; o uso de um micro-ônibus no lugar do carro oficial, no primeiro dia de Papa; a decisão de residir na Casa de Santa Marta e não no Palácio Apostólico. Ele tem também uma maneira especial de se comunicar com as pessoas: escreve cartas, chama pelo telefone, faz visitas. Mereceu destaque a visita feita no primeiro dia de pontificado para pagar pessoalmente sua conta na Casa Internacional, onde esteve hospedado antes do Conclave que o elegeu. Sua viagem à Lampedusa, ao cárcere de menores, ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Tudo isso mostra um Papa que escolheu um estilo muito pessoal, próprio do pastor, de exercer o seu ministério de sucessor de Pedro. E a marca deste estilo é a simplicidade, a alegria, a proximidade e amor às pessoas, sobretudo, aos mais pobres. Esses seus gestos conferem uma força extraordinária ao que ele diz.

O que o Papa Francisco tem dito. As falas são simples, diretas, vigorosas. À sociedade, ele fala da ética, posicionando-se na defesa dos pobres, migrantes, anciãos e crianças. Recorda a todos que, em primeiro lugar, está a dignidade da pessoa e é a partir dela que se deve pensar e planejar a economia e fazer política. À Igreja, ele fala de sair de si mesma, de ir às periferias existenciais e físicas. Quer uma Igreja como “hospital de campanha”, onde as pessoas são acolhidas, acompanhadas, curadas de suas feridas e amadas. Na missa diária de um Papa, pela primeira vez, as homilias são divulgadas, diariamente, e abrem um canal de comunicação cotidiana entre o Papa e a Igreja.

O que o Papa Francisco tem realizado. O Papa Francisco tem afirmado que os Cardeais o elegeram esperando que faça as reformas esperadas. Começou com a instituição do Grupo dos 8 Cardeais para ajudá-lo na reforma da Cúria e no governo da Igreja. Em seguida, voltou-se para o IOR – Instituto para as Obras de Religião – conhecido como o Banco do Vaticano. Dos quatro textos legislativos publicados, três tratam de questões econômicas e não só na Igreja: prevenção e combate à lavagem de dinheiro; financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição de massa; aprovação do novo Estatuto da Autoridade de Informação Financeira do Vaticano para prevenir e combater possíveis atividades ilegais no campo financeiro, e, agora, recentemente, a criação do Conselho e de uma Secretaria para supervisionar e coordenar as atividades administrativas-econômicas da Santa Sé e do Estado do Vaticano.

A reforma da Cúria está sendo estudada com cuidado e sem pressa. O Papa Francisco tem falado que a reforma da Cúria por mais importante que seja, é um dos aspectos da reforma de que a Igreja necessita. Fundada por homens e mulheres, santa e pecadora, a Igreja para ser fiel a sua vocação, precisa purificar-se cada dia e buscar sem cessar o rosto de Cristo. A verdadeira reforma, portanto, é espiritual e pastoral.

Deste primeiro ano de Pontificado de Francisco, uma semana foi vivida no Brasil, de 22 a 29 de julho de 2013. Somos testemunhas, nós brasileiros, da força de suas palavras e de seu coração de pastor. Sua simplicidade, seu sorriso, suas palavras diretas, incisivas, sua proximidade às pessoas, conquistaram não só os jovens da Jornada Mundial da Juventude, mas todo o povo brasileiro. O Papa Francisco tem razão quando disse: “os brasileiros “roubaram” meu coração.” A recíproca também, é verdadeira, Papa Francisco: foi o senhor quem primeiro “roubou” o nosso coração.


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