Pedro tu ama

Papa menino Jesus

Jesus pergunta a Pedro três vezes se este o ama. (João 21:15-17) Já li que no original foram usadas palavras diferentes para a palavra “amor”. Quais as palavras que constam no original grego e seus significados?

 

O livro de João foi escrito originalmente em grego. Em grego, existem duas palavras distintas que significam amor: Agapao e Phileo. No original Agapao significa o amor princípio, o amor que Deus tem para conosco, infinito e puro. Phileo é o amor sentimento que podemos ter por um amigo, por atração física, etc. O amor agapao ou agape, é um amor mais amplo que o amor phileo.

Quando Jesus pergunta para Pedro se ele o ama, Jesus usa o verbo Agapao, querendo saber se Pedro é capaz de amá-lo com todo o seu coração, de forma profunda e incondicional. Contudo, Pedro responde que o ama com o verbo Phileo, ou seja, Pedro o amava de forma incompleta.

Lembra-se quando Pedro negou a Jesus antes da crucificação? Pedro tinha dito a Jesus que jamais o negaria, mas na hora H, ele falhou. A Bíblia relata que Pedro chorou amargamente depois disso.

No capítulo de João, onde Cristo tem esta conversa com Pedro, Jesus faz a mesma pergunta três vezes, para que Pedro refletisse na resposta que estava dando, e reconhecesse que não podia ser fiel a Deus sem a ajuda de Cristo.

Mas algo surpreendente ocorre na terceira vez que Jesus pergunta a Pedro “você me ama?” (João 21:17) Jesus agora usa a expressão phileo. Dando a entender que Jesus aceita o amor de Pedro por ele, mesmo sendo limitado pela fragilidade humana.

Tanto é assim que na terceira vez, Pedro responde: “Senhor, tu sabes que eu te amo (Phileo)”. É um amor imperfeito, que necessita da graça de Deus para se tornar Agapê, mas é o que Pedro tinha para oferecer a Jesus, tendo fé de que seria transformado pela graça de Deus.

O que é maravilhoso é que Jesus aceita este amor imperfeito que Pedro e todos nós temos para com ele.

Mais que isso: Jesus nos convida a sermos Seus colaboradores em servir a humanidade. Ele diz à Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. (João 21:17)

Obviamente Deus quer que todos tenhamos o amor Agapê em nosso coração. Mas a vida cristã é uma vida de aprendizado contínuo. É a graça de Deus, através do Espírito Santo, trabalhando em nosso coração a cada dia, que vai fazer uma transformação em nosso coração, até atingirmos o ideal que Deus quer para a nossa vida. Buscando a Deus através da oração sincera, e do estudo humilde da Bíblia a cada dia, podemos deixar que o Espírito Santo complete a obra em nós.

Quando lemos nos evangelhos sobre Pedro, vemos um homem rude, grosseiro, sem paciência alguma, partindo para bater e cortar a orelha do servo do sumo sacerdote, orgulhoso, ranzinza.

Contudo, ao lermos as epístolas que o Pedro escreveu, vemos que é um outro homem, um homem que se deixou converter pelo Espírito Santo de Deus, um homem que estava cumprindo fielmente o chamado que Cristo tinha feito à ele: “Apascenta as minhas ovelhas”.
Para apascentar ovelhas, para cuidar da vida espiritual de outras pessoas, é necessário paciência, humildade, consagração, comunhão diária e ininterrupta com Deus. Ao ler I e II Pedro, vemos um homem verdadeiramente convertido. Alguém que tinha passado a viver em maior quantidade o amor agapê.

Temos na Bíblia quem foi Pedro, e em que ele se tornou, com o poder de Deus. Ele é um dos exemplos que Deus coloca em sua palavra para que nos animemos, na certeza de que o que Deus fez por Pedro, fará também por nós.

Espero ter ajudado.

Que Deus a abençoe.

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Ministério de Fé e Política

Encontro dos Ministérios de Fé e Política e Promoção Humana leva formação e oração aos participantes

 

 

15 de Novenbro

Nesta sexta-feira (1), dia do trabalho, começou na cidade de Lorena, interior de São Paulo o Encontro Nacional de Fé e Política e Promoção Humana.

O evento acontece no auditório São Joaquim, no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL). O encontro iniciou com a consagração a Nossa Senhora pelos participantes. Íntimos deNossa Senhora e tendo ela como exemplo de coragem e decisão por Cristo, os ministeriados ouviram a primeira colocação do dia que foi ministrada por Dom José Luiz Azcona, bispo da prelazia de Marajó. Dom Azcona falou sobre o Evangelho vivido no amor. Com o questionamento bíblico: “Pedro, tu me amas?”, o bispo trouxe os participantes a reflexão do servir sem medo e entregar-se pelo Evangelho. “Quero servir até a morte”, afirmou o bispo da prelazia do Marajó. Wedson Junior, Grupo de Oração Oasis de Botucatu/SP, afirma que as palavras de Dom Azcona o fizeram refletir sobre as atitudes de sua vida. Logo após, professor Felipe Nery, atuante na política do país, abordou o tema ideologia de gênero. De forma clara e concisa, o palestrante mostrou como este tema tem sido debatido no Congresso e no Senado e mostrou dentre materiais e ações como a ideologia está sendo implantada. “A pregação nos chamou atenção sobre o que tem acontecido no mundo e está acontecendo aqui”, diz Rosemeire da Paixão, Grupo de Oração Jesus é o Caminho de Osasco/SP. Professor Felipe chamou a atenção dos ministeriados presentes a serem mais participantes na política e na defesa da vida e da família. Os deputados federais Eros Biondini e Flavinho estiveram presentes no encontro e levaram aos participantes a real situação perante os deputados e como eles estão defendendo a vida e a família. Eles também falaram da importância da participação popular. Em seguida, Dom Azcona encerrou as atividades do dia com a celebração da Santa Missa. Bruno Gonçalves, Grupo de Oração Hodie de Lorena/SP, se diz feliz por acolher as pessoas em sua cidade e poder viver essa experiência com eles.

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O chamado ao pastoreio

O chamado ao pastoreio 0Missa_Par_quia_Santa_Ad_lia_Outubro_2012_MixCatolico0265
POR JOÃO CÉSAR LEONARDI EM 27 DE ABRIL DE 2015 ARTIGOS
A Igreja celebra a cada ano, iluminada pelo facho de luz da Ressurreição do Senhor, a Festa do “Bom Pastor”, olhando para aquele que dá a vida pelo seu povo, tantas vezes chamado carinhosamente de rebanho, para manter a fidelidade à imagem utilizada por Jesus. E ele, ao contar as três pequenas parábolas chamadas do Bom Pastor (Cf. Jo 10, 1-18), sofria pressões de todas as partes, tanto que, com muita força, fala de mercenários, cujos interesses não se tinham manifestados os mais puros diante do povo a ser conduzido a boas pastagens. A figura do Bom Pastor, tão admirada por nós, provocou séria divisão, com os adversários de Jesus tramando armadilhas para condená-lo (Cf. Jo 10, 19-21).

No entanto, de geração em geração os ensinamentos do Senhor conduzem os cristãos a descobrirem riquezas sempre novas nas referidas parábolas. Não podemos nos furtar a desfrutá-las, entrando na escola do Bom Pastor, para aprender com ele e dele receber as graças necessárias para o tempo em que vivemos. O contexto não é muito diferente, pois também hoje assistimos a uma crise significativa na compreensão e no exercício do poder. Parece que a humanidade tem tendência de voltar à idade da pedra, mudando apenas as armas e as técnicas, quando se vê a barbárie de gestos, palavras e atitudes em todos os níveis! Mas vamos entrar na escola!

O mercenário trabalha por dinheiro, sem laços com o rebanho, comprometendo-se apenas até o momento em que recebe seu pagamento. No rebanho de Cristo, ao invés, se entra por amor e se trabalha por amor. Não se sustenta qualquer outro argumento, até porque o que se envolve com o Senhor assume riscos que podem custar-lhe a própria vida. O amor traz consigo a exigência da gratuidade. Entra-se na Escola do Bom Pastor por atração, por liberdade que se compromete com alguém, com paixão pelos valores que caracterizam sua vida. E todas as pessoas que tiverem experimentado um autêntico encontro pessoal com Jesus Cristo estarão envolvidas nestes laços irresistíveis. Vale inclusive para analisar nosso relacionamento com a Igreja, pois quando se começa a tomar distância, analisá-la com pretensa objetividade, é sinal de que faltou este compromisso de coração, até porque com ele vem também a misericórdia, com a qual os eventuais limites das pessoas são alcançados e superados.

No rebanho de Cristo não existem apenas números, mas nomes e histórias das pessoas. Consola saber que Jesus conhece as suas ovelhas pelo nome, sabe dos caminhos que estas percorrem, pensa nelas, vai ao seu encontro, coloca-as, sobre os ombros, cuida como o Bom Samaritano de outra parábola, escreve nos céus os nomes dos que lhes são confiados. Exuberante lição, diante das muitas e tantas vezes impessoais redes de nosso tempo, com as quais as pessoas no fundo se escondem ou se expõem indevidamente. Muitos até perguntam se não pode acontecer validamente a administração de um Sacramento por meios eletrônicos! A Igreja sempre haverá de propor à humanidade o “olho no olho”, o relacionamento pessoal, a força do encontro em comunidade, que questiona, provoca positivamente e é sinal sacramental do seu Senhor, que nunca abandona seu povo, pois está conosco até o fim dos tempos.

Na Escola de Cristo se estabelece um sonho, com o qual todos são incluídos, até que haja um só rebanho e um só Pastor. A Igreja há de aprender continuamente com o seu Senhor, a pensar em quem está mais distante, nas periferias geográficas e existenciais, expressão tão cara ao Papa Francisco. O mais distante pode estar na casa do vizinho, ou dentro de nossa própria casa! Trata-se de abrir os olhos e o coração, para prestar mais atenção aos gritos ou sussurros das pessoas.

Enfim, do Senhor se aprende e se recebe a graça da liberdade. Ele dá a vida por si mesmo, pois tem o poder de entregá-la e recebê-la novamente (Cf. Jo 10, 18). Os cristãos não se encontram na Igreja por constrangimento, remorsos mal trabalhados ou apenas por tradições recebidas, ainda que estas sejam preciosas. É necessário renovar a liberdade do dom, abraçar com alegria o relacionamento com Deus e com o próximo proporcionado pela aventura da vida cristã.

Tais lições se aplicam para todas as pessoas que assumem responsabilidades em relação aos outros. Da família ao trabalho, na escola ou nas organizações sociais, mais cedo ou mais tarde todos podem de alguma forma “conduzir” os outros, e esta é uma arte que se aprende no discipulado, caminhando com Jesus.

É neste contexto que celebramos o Dia Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais, no Domingo do Bom Pastor, no qual o Papa Francisco propõe para o seguimento de Jesus a experiência do Êxodo, “paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde o chamado de Abraão até Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela ação de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projeta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder ao chamado de Deus é deixar que ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade…Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De fato, a vocação cristã é, antes de mais nada, um chamado de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus” (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6) – (Mensagem para o Dia Mundial de Orações pelas Vocações de 2015).

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL

Fonte: RCC BRASIL

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Ver a verdade de Deus

Evangelho Mateus 9,27-31 – Isaías 29,17-24 – Salmo 26 —

Ser Cego É Não Ter Olhos Para A Realidade

Primeira leitura: Isaías 29,17-24 Assim fala o Senhor Deus: Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro e os olhos dos cegos verão, no meio das trevas e das sombras. Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no Santo de Israel; fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro, e sucumbiram todos os malfeitores precoces, os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade e atacavam o justo com palavras falsas. Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: “Agora, Jacó não mais terá de envergonhar-se nem seu rosto terá de enrubescer; quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o Santo de Jacó, e temerão o Deus de Israel; os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria e os maldizentes concordarão em aprender”.

Salmo 26 — O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? — Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isso que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. — Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

Evangelho Mateus 9,27-31 Naquele tempo, partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região. Reflexão: Ser Cego é não ter Olhos para a Realidade A maior cegueira que a humanidade vive é a incapacidade de ver claramente a realidade e perceber Deus através dos sinais que Ele faz acontecer. Os cegos, apesar de privados da vista, foram capazes de entender os sinais da presença do Messias entre eles, quando clamaram a Jesus chamando-o de filho de Davi. Por sua fé foram curados e espalharam a notícia por toda a região. É impossível viver a experiência de cura em Deus e a guardarmos para nós. Porque Jesus pede para que ninguém saiba não sabemos, pois Ele, que conhecia o ser humanos por dentro, sabia que era impossível fazê-los calar diante de um fenômeno tão grandioso. É bem verdade que Deus tinha o Seu propósito e precisava cumpri-lo sem a interferência dos contrários que o combatiam e procuravam um meio de pegá-lo, portanto a propagação e sua fama poderia fazer com que a atenção voltassem ainda mais para Ele e atrapalhasse seus planos. Mas eu penso que Jesus dizia para não propagar, com a única finalidade de protegê-los do assédio dos fariseus que sempre colocavam dificuldades e proibiam seus seguidores de seguir Jesus. No entanto, a realidade fala por si, e, por mais que se negue, não é possível negar a evidência.

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Campanha da Fraternidade

Caridade

CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, em Nísia Floresta, Arquidiocese de Natal, RN, como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus.

Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade; conversão na tentativa de deixar-se transformar pela vida fecundada pelo Evangelho; partilha como visibilização do Reino de Deus que recorda a ação da fé, o esforço do amor, a constância na esperança em Cristo Jesus (Cf. 1Ts 1,3).

A Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:
1 – Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
2 – Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
3 – Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

A coleta da Campanha realizada como um dos gestos concretos de conversão quaresmal tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.

Ao percorrermos o itinerário da Campanha que nossos irmãos nos prepararam, possamos continuar seguindo Cristo, caminho, verdade e vida (Cf. Jo 14,6).

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Existe oracao ineficaz?

orando a DeusEspiritualidadeVida de oraçãoVIDA DE ORAÇÃO Existe oração ineficaz?

SEXTA-FEIRA, 27 DE FEVEREIRO DE 2015, 0H00 MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 27 DE FEVEREIRO DE 2015, 8H29

Na oração, encontramo-nos com o Amigo

Sabiamente disse o Papa Francisco: “A oração muda nosso coração, faz-nos compreender melhor como é o nosso Deus. Mas para isso é importante falar com o Senhor não com palavras vazias, mas com a realidade”, e, diante dessa realidade, nos perguntarmos: “Existe oração ineficaz?”.

Muitos são os pedidos que acompanhama oração. Muitos pedem a Deus o restabelecimento da saúde de alguém que se encontra enfermo. Outros ainda pedem que o namorado ou a namorada volte após um rompimento. Tais pedidos acompanham os momentos de oração e cada um deles traz em si uma angústia que determinada pessoa vive na vida.

Quando nos recolhemos em oração, trazemos conosco tudo aquilo que vivemos. Nossa vida e os seus mais diversos desdobramentos são matéria-prima para o diálogo com Deus. Ao encontrar um amigo, partilhamos com ele a nossa vida. Desde os acontecimentos mais simples e banais até os fatos mais complexos e problemáticos. Deus é nosso amigo, nosso confidente, nossa resposta diante das angústias existenciais.

Se com um amigo partilhamos a vida, que dirá com Deus, o nosso maior e melhor Amigo! Cada pessoa tem suas dores e alegrias, e as leva consigo em seus momentos de oração. Não nos cabe julgar aquilo que parece ser futilidade aos nossos olhos, pois cada um sabe o peso daquilo que sua alma carrega. Deus, em Sua infinita misericórdia, saberá compreender aquilo que ao nosso parecer pode se apresentar como fútil.

A resposta a cada oração dependerá da vontade do Senhor para a vida de cada pessoa. Deus tem os Seus planos para cada ser humano, e, muitas vezes, os nossos planos e projetos não são aqueles que Ele sonhou para nós. Caberá a cada pessoa observar a delicadeza das respostas do Senhor no cotidiano da vida, ver nos acontecimentos simples Suas respostas extraordinárias.

Não podemos dizer que existe oração ineficaz, mas que as respostas de Deus podem ser aquelas que não esperamos receber. Um amigo, quando verdadeiro, saberá dizer-nos com sinceridade quando não concorda com nosso ponto de vista e colocará as suas opiniões. Muitas vezes, ouvir tais opiniões não nos faz bem, contudo, o amigo verdadeiro quer o nosso bem.

Deus também nos escuta com amor, mesmo que aos olhos humanos nossas súplicas pareçam desnecessárias. Mas ouvir não significa atender. Deus sabe o que é bom para nós, e não se deixa levar por caprichos humanos. Ele atende as preces segundo as necessidades reais de cada pessoa.

Na oração, encontramo-nos com o Amigo que nos ouve com amor e nos atende segundo Seu coração. Não tenhamos medo de nos aproximarmos de Deus, mas aprendamos a colher Suas respostas com delicadeza e sem revoltas. Deus quer o nosso bem, mesmo que, a princípio, não compreendamos o que Ele nos fala.

Padre Flávio Sobreiro
Padre Flávio Sobreiro Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP. Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre – MG. Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Cambuí-MG). Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG. Página pessoal do padre Flávio na internet. Perfil no Facebook

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Gotas de Sao Maximiliano Kolbe

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Ainda tenho na memória a visita ao campo de concentração em Auschwitz. Foi lá que um homem, chamado Maximiliano Kolbe, teve a coragem de se apresentar para substituir outro homem condenado à morte. Terminava assim a heróica existência do grande homem Maximiliano Kolbe, que praticamente começou a sua aventura quando a mãe de Deus doou a ele duas coroas de flores. Uma branca e outra vermelha. Mas, o que elas significavam? O então menino não podia entender seu significado, mas na sua generosidade e no seu amor, disse à Virgem Maria: “Eu as quero!”.

Durante a vida, ele conheceu o significado dessas duas coroas. Elas significavam uma total consagração a Deus pelas nas mãos da Imaculada. Uma consagração levada ao heroísmo, ao ponto de fazê-lo dar a sua vida, testemunhando o quanto o amor é importante.

Maria Santíssima conduziu este seu apóstolo durante uma vida rica em santidade, e cujo destino era a evangelização. Justamente nesse mês, celebramos a Assunção de Nossa Senhora, que praticamente coincidiu com a oferta total da vida do seu filho Maximiliano Kolbe. Parece que tudo estava marcado na véspera dessa grande festa mariana. A mãe do céu levou consigo o seu filho, o seu lutador, o seu grande missionário.

Você também faz parte dessa história e pode não somente imitar este grande santo, mas também responder com generosidade. A vida de Maximiliano mostrou o quanto a Milícia da Imaculada é importante. Segundo seu pensamento, trata-se da obra mais ousada para evangelizar sob a proteção e mediação de Nossa Senhora.

Por isso, diariamente, ouça “Gotas de São Maximiliano Kolbe“, uma reflexão sobre os pensamentos do fundador da obra da Milícia da Imaculada.

Frei Sebastião Benito Quaglio
Presidente da Milícia da Imaculada

Fonte: Revista “O Mílite” de Agosto/2012, Número 258 – pág. 21

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Vamos pedir a Deus a bencao das chuvas?

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo
Aos Leigos, Religiosos/as Diáconos, Padres e Bispos Auxiliares Arquidiocese de São Paulo
Caríssimos/as

São Paulo, 27.02.2015
Vamos pedir a Deus a bênção das chuvas? Muitas pessoas me perguntaram, se a Arquidiocese de São Paulo não promoveria a oração ou uma procissão para pedir a Deus a bênção de boas chuvas… De fato a água não pode faltar na Região e na cidade de São Paulo.
Portanto, tendo em vista a gravidade da atual crise hídrica, e contando com o apoio dos bispos auxiliares, decidimos realizar na arquidiocese de São Paulo uma manifestação religiosa especial para suplicar a Deus a bênção de chuvas generosas.
Faremos isso no Domingo, dia 22 de março próximo, quando também se comemora o Dia Mundial da Água.
A procissão, no contexto da Quaresma, terá um caráter penitencial, ao mesmo tempo que suplicamos a bênção de boas chuvas, tão necessárias. Também será um momento propício para a conscientização sobre o uso correto e sustentável da água.
Não é a primeira vez que se faz isso em São Paulo; em diversos momentos da história da Cidade, o povo saiu às ruas, em oração e procissão, para pedir chuvas; a última grande manifestação nesse sentido aconteceu em 1957, quando o Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta saiu à frente da procissão, com muito povo, carregando a imagem de Nossa Senhora da Penha, do seu Santuário na Penha até à Catedral da Sé.
Portanto, convido todos a participarem da procissão no Domingo, 22 de março; a concentração para o início da procissão será às 15h, em frente à igreja da Consolação; de lá sairemos, carregando a imagem de Nossa Senhora da Penha, Padroeira da Cidade de São Paulo, e de São José, na direção da Praça da Sé, passando pelo Viaduto do Chá e em frente à Prefeitura; depois do Largo São Francisco, chegaremos à Praça da Sé, para a celebração da Santa Missa por volta das 17h00.
Recomendo que levem todos uma garrafinha de água para beber e para receber a bênção da água. Podem ser feitas faixas com dizeres religiosos sobre a água, ou com frases educativas sobre o bom uso da água.

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Em catequese, papa Francisco pede aos pais que sejam dóceis e firmes

 

QUARTA, 04 FEVEREIRO 2015 13:38 CNBB

Em continuidade às catequeses sobre a família, o papa Francisco retomou a importância figura do pai, na reflexão desta quarta-feira, 4. Na semana passada, Francisco falou da “ausência paterna” e as consequências na vida dos filhos.

“A primeira necessidade, então, é justamente essa: que o pai seja presença na família. Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento”, disse Francisco.

Ainda, durante a catequese, o papa explicou que “os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar”.

Confira a catequese na íntegra:

CATEQUESE

Sala Paulo VI – Vaticano

Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Boletim da Santa Sé

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de desenvolver a segunda parte da reflexão sobre a figura do pai na família. Na vez passada, falei do perigo dos pais “ausentes”, hoje quero olhar ao aspecto positivo. Também São José foi tentado a deixar Maria, quando descobriu que estava grávida: mas intervém o anjo do Senhor que lhe revelou o desígnio de Deus e a sua missão de pai adotivo; e José, homem justo, “toma consigo sua esposa” (Mt 1, 24) e se torna o pai da família de Nazaré.

Cada família precisa do pai. Hoje nos concentremos no valor do seu papel, e gostaria de partir de algumas expressões que se encontram no Livro dos Provérbios, palavras que um pai dirige ao próprio filho, e diz assim: “Filho meu, se o teu coração for sábio, também o meu será cheio de alegria. Exultarei dentro de mim, quando os teus lábios disserem palavras retas” (Pv 23, 15-16). Não se poderia exprimir melhor o orgulho e a comoção de um pai que reconhece ter transmitido ao filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio. Este pai não diz: “Estou orgulhoso de você porque és igual a mim, porque repetes as coisas que eu digo e que eu faço”. Não, não lhe diz simplesmente qualquer coisa. Diz-lhe algo de bem mais importante, que podemos interpretar assim: “Serei feliz toda vez que te ver agir com sabedoria e estarei comovido toda vez que te ouvir falar com retidão. Isso é aquilo que quis te deixar, para que se tornasse uma coisa tua: a atitude de sentir e agir, de falar e julgar com sabedoria e retidão. E para que tu pudesses ser assim, te ensinei coisas que não sabia, corrigi erros que não vias. Fiz você sentir um afeto profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não reconhecestes plenamente quando eras jovem e incerto. Dei a você um testemunho de rigor e de firmeza que talvez você não entendeu, quando você quis somente cumplicidade e proteção. Precisei eu mesmo, primeiro, colocar-me à prova da sabedoria do coração e vigiar sobre os excessos de sentimento e do ressentimento, para levar o peso das inevitáveis incompreensões e encontrar as palavras certas para me fazer entender. Agora, continua o pai – quando vejo que você procura ser assim com os teus filhos, e com todos, me comovo. Sou feliz de ser teu pai”. É assim que diz um pai sábio, um pai maduro.

Um pai sabe bem quanto custa transmitir esta herança: quanta proximidade, quanta doçura e quanta firmeza. Porém, que consolo e recompensa se recebe quando os filhos honram esta herança! É uma alegria que redime todo cansaço, que supera toda incompreensão e cura toda ferida.

A primeira necessidade, então, é justamente essa: que o pai seja presença na família. Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando ficam em silêncio, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho; pai presente, sempre. Dizer presente não é o mesmo que dizer controlador! Porque os pais muito controladores anulam os filhos, não os deixam crescer.

O Evangelho nos fala do exemplo do Pai que está nos céus – o único, diz Jesus, que pode ser chamado realmente “Pai bom” (cfr Mc 10, 18). Todos conhecem aquela extraordinária parábola chamada do “filho pródigo”, ou melhor, do “pai misericordioso”, que se encontra no Evangelho de Lucas no capítulo 15 (cfr 15, 11-32). Quanta dignidade e quanta ternura na espera daquele pai que está na porta da casa esperando que o filho retorne! Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há outra coisa a fazer se não esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia.

Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração. Certo, sabe também corrigir com firmeza: não é um pai frágil, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem degradar é o mesmo que sabe proteger sem se economizar. Uma vez ouvi em uma reunião de matrimônio um pai dizer: “Algumas vezes preciso bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto para não degradá-los”. Que bonito! Tem sentido de dignidade. Deve punir, faz isso de modo justo, e segue adiante.

Portanto, se há alguém que pode explicar até o fundo a oração do “Pai nosso”, ensinada por Jesus, este é justamente quem vive em primeira pessoa a paternidade. Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar.

A Igreja, nossa mãe, é empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque esses são para as novas gerações protetores e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e na proteção de Deus, como São José.

 

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Grupo de Oracao RCC

Grupo de Oração
O que é o Grupo de Oração?

O Grupo de Oração é a célula fundamental da Renovação Carismática Católica; é o lugar da expectativa e, ao mesmo tempo, da realização da promessa perene de Deus; é cenáculo de Pentecostes dos dias atuais, onde juntamente com Maria nos reunimos em humildade e unânime oração, para que se cumpra a promessa feita tanto para os homens de ontem, quanto para os de hoje: “… acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo” (Joel 3,1a).

O Grupo de Oração da RCC é uma comunidade carismática presente numa diocese, paróquia, capela, colégio, universidade, presídio, empresa, fazenda, condomínio, residência, etc., que cultiva a oração, a partilha, e todos os outros aspectos da vivência do Evangelho, a partir da experiência do batismo no Espírito Santo. Tem na reunião de oração sua expressão principal de evangelização querigmática e que, conforme sua especificidade e mantendo sua identidade, se insere no conjunto de comunhão, participação, obediência e serviço. Pessoas engajadas na RCC, líderes e servos – através de encontros, orações e formação – buscam “fazer acontecer um processo poderoso de renovação espiritual, que transforma a vida pessoal do cristão e todos os seus relacionamentos com Deus, com a família, com a Igreja e a comunidade”¹.

“O objetivo do Grupo de Oração é levar os participantes a experimentar o pentecostes pessoal, a crescer e chegar à maturidade da vida cristã plena do Espírito, segundo os desejos de Jesus: ‘Eu vim para que as ovelhas tenham vida e a tenham em abundância’ (Jo 10,10b)”². Nesse sentido, caracteriza-se por três momentos distintos, porém interdependentes: núcleo de serviço, reunião de oração e grupo de perseverança.

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